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OS RINS
Eles são pequeninos, mas deles
depende, em grande parte, o equilíbrio sadio da química
interna do organismo humano. Cada rim mede, aproximadamente,
apenas 10 centímetros. A nossa sobrevivência depende do
funcionamento normal destes órgãos vitais, responsáveis pela
eliminação das toxinas e do excesso de sais minerais do
sangue, auxiliam no controle da produção dos glóbulos
vermelhos, no controle da pressão arterial e da quantidade
de líquidos no corpo.

Como funciona os rins?
O Sangue entra nos rins através das artérias renais.
Passa para os nefrónios que funcionam como milhares de
filtros pequeníssimos.
Existe cerca de um milhão de nefrónios em cada rim.
É nos rins que são filtrados do sangue, o excesso de água e
os produtos tóxicos que se formam no organismo.
O sangue "limpo" regressa à corrente sanguínea através das
veias renais.
As toxinas excretadas e o excesso de líquidos acumulam-se na
bexiga sob a forma de urina.
Quando a bexiga enche, a urina é eliminada do organismo.
Se os rins adoecem, reduz-se a sua capacidade de eliminação
das toxinas e da água que se acumulam no organismo e surge a
chamada Insuficiência Renal.
Para que servem os rins ?
Os rins são dois órgãos existentes na parte de trás do
abdômen que limpam o sangue das impurezas do corpo,
funcionando como filtros.
Caso não funcionem corretamente, as impurezas se acumulam e
a pessoa fica intoxicada pela uréia, que é uma substância
tóxica ao organismo.
Quais doenças podem atingir os rins?
As principais doenças que podem atingir os rins são:
as nefrites ( pielonefrite, que é a infecção do rim e
glomerulonefrite, que é a inflamação do rim);
nefrolitíase (pedra ou cálculo no rim);
diabetes mellitus (muito açúcar no sangue);
pressão alta;
rins policísticos (cistos renais hereditários) ;
lupus;
e outras.
As doenças renais têm cura?
Podem ter ou não. Em algumas pessoas, a doença pode
evoluir mal, comprometendo totalmente os rins que deixam de
funcionar, o que se chama insuficiência renal crônica. No
caso dos rins não funcionarem mais, as pessoas tem que fazer
diálise ou transplante renal para continuarem vivas. Assim,
é importante que a doença dos rins sejam diagnosticadas e
tratadas no início para não ser necessária diálise ou
transplante no futuro.
Quem pode tratar as doenças renais?
O clínico geral ou nefrologista (que é o médico clínico
especialista em rim) podem ajudar a tratar e prevenir as
doenças renais.
É possível prevenir as doenças dos rins?
É possível identificar e modificar fatores de risco para
prevenir o início da doença renal.
Também se pode diagnosticar a doença no começo e curá-la ou
melhorar a evolução.
Quais são os sintomas das doenças renais?
Hipertensão arterial: pressão arterial maior que 140/90
mmHg.
Sangue e/ou proteína na urina verificados visualmente ou por
exame de urina.
Valor de creatinina no sangue acima de 1.2mg/dl para
mulheres e de 1.4mg/dl para homens.
A dosagem de creatinina é um exame que avalia o
funcionamento dos rins e depende da idade, raça e estrutura
física da pessoa.
Urinar com maior freqüência, principalmente à noite.
Dor e dificuldade para urinar.
Inchaço, principalmente ao redor dos olhos, mãos e pernas.
Cólica de rim.
O que devo fazer se tiver um ou mais desses sintomas?
Estando presentes um ou mais desses sintomas procure o
seu médico para uma melhor avaliação.
IRA
Conceito
IRA é a perda súbita e habitualmente temporária da função
renal.
Manifestações
Diminuição do volume da diurese (que não é obrigatória),
aumento das taxas sanguíneas de uréia ("Uremia aguda"),
creatinina e potássio. Confusão mental, sonolência, torpor e
até coma urêmico. Náuseas e vômitos devido intoxicação
urêmica. Inchaço e falta de ar nos casos de diminuição da
diurese.
Causas
Quedas acentuadas da pressão arterial (estado de choque)
geralmente secundárias a hemorragias ou desidratação grave;
Uso de drogas tóxicas ao rim (como certos antibióticos e
anti-inflamatórios);
Choque séptico (infecção generalizada com bactérias no
sangue);
esmagamento de membros em desabamentos;
Transfusão de sangue incompatível;
Nefrites agudas;
Picada de cobra ou abelhas em indivíduos suceptíveis, etc.
Tratamento
a) Internação Hospitalar de preferência em UTI;
b) Dieta pobre em sal, proteínas e potássio e rica em
açúcar;
c) Balanço hídrico rigoroso com restrição da ingestão de
líquidos se houver pouca diurese. Monitorização diária dos
níveis sanguíneos de potássio, acidose metabólica (falta de
bicarbonato e excesso de ácidos) e da uréia;
d) Diálise peritoneal ou hemodiálise quando necessário;
e) Tratamento das complicações, especialmente infecções e
hemorragias.
Evolução
A fase oligúrica (pouca diurese) dura de uma a três semanas
e é a mais crítica, com risco de vida por parada cardíaca
por hiperpotassemia (excesso de potássio no sangue) ou edema
agudo de pulmão por excesso de líquido no organismo. A fase
poliúrica (volume de urina acima do normal) dura uma a duas
semanas, sendo às vezes necessária reposição endovenosa de
água e sais minerais, com níveis de uréia ainda elevados,
sendo freqüentes complicações infecciosas. A terceira fase
de restabelecimento da função renal varia de semanas a
alguns meses, ocorrendo ainda desequilíbrios menos
acentuados dos eletrólitos.
Prognóstico
Na imensa maioria dos casos é reversível com recuperação
plena da função renal, sendo que menos de 10% evoluem com
Insuficiência Renal Crônica (IRC). O risco de morte varia
muito com o estado geral do paciente e a causa da IRA, mas
mesmo com tratamento adequado em UTIs bem equipadas, a
mortalidade dos pacientes que desenvolvem IRA é alta (em
torno de 40%).
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