ASSOCIAÇÃO DOS PACIENTES DOADORES
E TRANSPLANTADOS RENAIS DE
SOROCABA E REGIÃO


Publicidade / Campanha - 468x60


     

  

SOBRE A TRANSDORESO  |  DIRETORIA   |   ESTATUTO SOCIAL  |  METAS E OBJETIVOS  |   DOAÇÃO  |  VOLUNTARIADOFALE CONOSCO   

CAPAOS RINS | MANUAIS DE AJUDA | SEUS DIREITOS | HEMODIÁLISE | ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL | TRANSPLANTES | GLOSSÁRIO | FAQ |

  Notícias

Transplante só é feito após tratamento dentário


Os portadores de deficiência renal crônica e que necessitam de transplantes, assim como os hemofílicos, soropositivos e os dependentes químicos também compõem uma clientela especial que sofre à procura de atendimento quando assunto é saúde bucal. Eles também encontram dificuldades na hora de procurar um tratamento especializado.

O presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos do Ceará, Agnel Conde Neto, ressalta que somente com a “dentição bem cuidada e em perfeito estado” é que o doente renal poderá se submeter ao transplante. “Agora imagine, a pessoa já está na fila, ansiedade a mil, problemas com a própria doença, ainda encontra dificuldade no tratamento dentário, sendo isso uma condição primordial para a sua cirurgia”.

Para ele, o descaso da administração pública leva os pacientes especiais, como os renais crônicos, que submetem-se à homodíliase, a sentirem-se em pior estado físico e mental. “A pessoa perambular procurando um lugar para fazer uma simples extração ou obturar um dente, é, no mínimo, vexatório”, desabafa.

O presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO), José Cláudio Cid, defende que mesmo enfrentando sérias dificuldades, as pessoas mais suscetíveis a infecções e hemorragias, como transplantados, hemofílicos e portadores de HIV (vírus causador da Aids), também devem procurar cirurgiões-dentistas especializados e fazer o auto-exame cuidadosamente. “A superação é vital em muitos casos”, afirma. Para os soropositivos (5.900 cadastrados no Hospital São José), ir ao dentista significa ter paciência e esperar vaga para ser atendido no ambulatório odontólogico do próprio hospital. A diretora da entidade, Airtes Vitoriano, diz que são três cirurgiões dentistas para dar conta de toda a demanda. “Só atendemos quem está cadastrado no hospital. Até porque a abordagem é multidisciplinar”.

Os dependentes químicos também requerem tratamento diferenciado e não são priorizados pelos gestores de saúde pública no Estado. O presidente do Desafio Jovem, médico Silas Munguba, explica que eles tomam medicamentos que diminuem a saliva e perdem a auto-estima. Com isso, acabam apresentando muitos problemas bucais e perdendo os dentes prematuramente.

Como as consultas no sistema público de saúde, incluindo a odontológica, são exercícios de paciência, o dependente não quer esperar.

Os portadores de hemofilia da Capital conseguiram sair vitoriosos de uma luta que durou anos: a instalação de um consultório odontológico no Hemoce. O serviço é prestado há três meses e representa um “oásis” para os que sofrem com o problema e não tinham a quem recorrer. “Isso para os hemofílicos que moram em Fortaleza ou na Região Metropolitana. Os do Interior ainda estão longe de ter atendimento personalizado, dependendo de iniciativas pessoais de dentistas mais preocupados com a situação”, afirma Francileuda Soares, mãe de um garoto de 16 anos, portador de hemofilia. Ela faz parte da diretoria da Associação dos Hemofílicos do Estado do Ceará.

Francileuda critica a carência de odontólogos capacitados para atender à grande demanda nos municípios. “O hemofílico vive sob a constante ameaça de um sangramento e tem medo de ser atendido sem ter a mínima segurança no médico ou dentista”, diz, acrescentando que os pacientes do Interior muitas vezes nem tentam procurar o posto de saúde na tentativa de cuidar da boca e dos dentes porque “só têm desilusão”

Os portadores de hemofilia apresentam dificuldades no processo de coagulação do sangue, portanto estão constantemente sujeitos a hemorragias. As dificuldades na coagulação são devidas à ausência hereditária de determinados fatores sangüíneos, indispensáveis à produção da enzima tromboquinase, que é fundamental ao processo de coagulação.

O problema é causado pela ausência do gene que modifica a habilidade do organismo para produzir fatores suficientes para gerar a coagulação.

O presidente do Conselho Regional de Odontologia, José Cláudio Cid, explica que a recomendação para o cirurgião-dentista é de que se ele desconfia de algo na anamnese (informação acerca do princípio e evolução de uma doença até a primeira observação do médico), é importante que solicite exames hematológicos (hemograma e, principalmente, coagulograma). “Se houver alguma anormalidade, ele encaminha o paciente para o médico hematologista, antes de qualquer procedimento odontológico”.

Fonte: Lêda Gonçalves
 (11/9/2005)


 
 APOIO:








 

   

 POLÍTICA DE PRIVACIDADE  | TERMOS E CONDIÇÕES DE USO | ADICIONAR AOS FAVORITOS!  |  INDIQUE ESTE SITE



Este site esta em conformidades com a
Resolução nº 097/2001 do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo
( CREMESP )  que institui o Manual de Princípios Éticos para Sites de Medicina e Saúde.
Copyright © 2005:  TRANSDORESO -
ASSOCIAÇÃO DOS PACIENTES DOADORES E TRANSPLANTADOS RENAIS DE SOROCABA E REGIÃO
Produção e Criação 2005:

Todos os Direito Reservados